quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Relatório Final 2017.2 - Celma Antunes de Almeida

Introdução


A disciplina de Desenho 5, no semestre 2017/02, teve como proposta a realização de exercícios e experiências individuais e em grupo, com o objetivo de preparar os alunos para a confecção de uma publicação intitulada, “Dibolso”, com o tema; “EBA 140 anos, e agora?”. A escolha do tema nos instigou a refletir sobre nosso posicionamento, enquanto artistas, na Escola de Belas Artes na ocasião do seu aniversário.


Desenvolvimento

Objetivando desenvolver um senso crítico em torno da Arte Política, tema abordado nesta disciplina, vários exercícios foram feitos durante as aulas, assim como conhecimentos práticos de materiais e alguns métodos de uso dos mesmos. Possibilidades de uso de materiais simples como por exemplo; carbono, EVA, toalhas plásticas texturizadas, barbante, cortiça, papel, isopor, cartas de baralho, canetas coloridas, e muitos outros, foram experimentados de maneira livre, de modo a desenvolver o processo criativo. Recortes, colagens, carimbos, dobraduras em papel, jogos, foram algumas das tecnicas experienciadas com o intuito de nos auxiliar na construção de um pensamento. Além disso, leituras de textos, mostra de vídeos, ações urbanas, elaboração de um portfólio, cartazes, livro do arteiro, produção de um mapa mental, para finalmente termos bagagem suficiente e amadurecimento para a publicação da Dibolso; que também necessitaria, de uma marca e uma embalagem próprias.
O Livro do Arteiro
Nosso ponto de partida foi a confecção do Livro do Arteiro, nele estão registrados nossas aulas, indagações, pensamentos, construções. O passo a passo do crescimento individual durante o semestre, através de anotações, imagens, colagens, rabiscos. Técnicas desenvolvidas em sala de aula ou percepções importantes que poderiam acrescentar bagagem ao processo criativo. Todas as vezes que me vi perdida, recorria ao meu “diário de bordo” e encontrava em alguma página, algum fio condutor.
Leituras
Várias leituras foram efetuadas durante as aulas pelo professor Cristiano Pitton. Textos que de alguma forma pudessem estimular a nossa imaginação ou deixar registros de relevância no caminhar de cada um. O primeiro deles ressaltava a importância das atividades lúdicas, capítulo 1 do livro, “Natureza e Significado do Jogo” de Johan Huizinga (1872- !945). O autor descreve o jogo  como atividade desenvolvida pelos indivíduos desde tempos bastante primitivos, anterior a formações culturais. O ato de jogar, interagir, de maneira livre e espontânea, é natural e se dá mediante regras que são determinadas e aceitas pelos participantes. No transcorrer do evento se comportam de maneira alegre, concentrada, tensa ou eufórica, sensações saudáveis e necessárias, comprovando que o ímpeto do jogo é inato e que independe de conhecimentos. A atividade lúdica se mantém viva através dos tempos entre os povos, causando sentimentos positivos que nos une, nos insere, nos supera , nos aproxima, nos conecta. O homem contemporâneo tem a mesma necessidade básica do seu antepassado das cavernas, interação, competição, participação, aprendizagem, desafios. Acredito ser essa a função do jogo.
Outras leituras ocorreram durante as aulas; “Assalto à Cultura”, Stwart Home, “Carne e Pedra”, Richard Sennett, “Trajeto Criativo” Sônia Rangel. Esse útimo, a autora pontua aspectos pelos quais me identifiquei bastante. A memória e o processo criativo, a pluralidade entre o que faz e o que olha, o fazer intuitivo (riscar, escrever, amassar), a importância das leituras na questão do amadurecimento, das referências de outros autores, etc.
Mil Platos”, de Félix Guattari e Gilles Deleuze. Para construção das cartas de baralho, leitura para trazer inspiração.
Vídeos
Além das leituras, mostra de vídeos foram exibidas na Sala de Poéticas. “Escolas matam a aprendizagem” por Murilo Gun, Administrador de Empresas e Palestrante, “Processo Criativo” por Cadu Costa, Artista Plástico e Charles Watson, Educador e Palestrante.
Murilo Gun faz-nos pensar a respeito da importância da múltipla aprendizagem, muito além do proposto pelas instituições de ensino. Com humor, nos sugere acompanhar o que ele chama de “esteira rolante”, que se traduz na imensa quantidade de informações que nos cerca e como lidar com elas. Sugere também que elejamos nossos “curadores” ou “conselheiros”, pessoas aptas a nos agregar conhecimento, potencializando nosso “cinto de utilidades do Batman”. Este cinto é capaz de armazenar informações graças à sua “cauda longa” do conhecimento, um mundo online que se encontra disponibilizado na internet onde podemos multiplicar o nosso saber. Desenvolvendo nossas habilidades genéricas nos tornamos protagonistas da nossa aprendizagem, auto-didatas, pois a escola apenas, limita-nos. O mundo não pára e nosso rítmo de aprendizagem deve ser maior que o da evolução.
Cadu Costa aconselha, que o artista anote, rabisque, desenhe, aquilo que para ele pareça relevante. De alguma forma essas anotações poderão se relacionar de alguma maneira posteriormente. O que ele denomina de “fio condutor”. Enquanto a publicidade brota através de um pedido; a arte surge de uma motivação pessoal, o artista dá o toque. Ele diz uma frase durante o vídeo que me chamou atenção; “..o processo criativo é fruto das suas negociações como mundo”.
Charles Watson afirma que “..ter uma ideia não te faz criativo..”ou “...a criatividade deve ter concretude..”. Lições básicas para o nosso crescimento profissional, como ter paixão, dedicação, disciplina, foco, inteligência, trabalho. Trabalho diário, fator predominante para se ter inspiração. Importante gostar daquilo que se faz e dedicar-se mais e mais. O resultado desse foco é a percepção de detalhes que; outros que trabalham menos, com certeza, não terão o mesmo entendimento. “Uma pessoa criativa vai estar sempre procurando novos problemas para resolver”, multiplicando assim conhecimento e acrescentando novas descobertas ao seu reservatório.
Ação
Nossa ação nos muros da escola ganhou um nome , “Dispersamente”, e um elemento representativo, um avião de papel. Nos expressamos através de palavras e imagens, utilizamos nossos carimbos e canetas coloridas na confecção dos panfletos e aviões.Todo o material foi fixado no muro da Escola de Belas Artes, avenida Araújo Pinho, em uma ação conjunta.Outra manifestação com os aviões de papel ocorreu no interior da EBA, na ocasião da semana comemorativa dos 140 anos.
Portfólio
O meu portfólio foi criado e disponibilizado no ISSUU, https://issuu.com/celmantunes/docs/celma, com minibio e exposição de alguns dos meus principais trabalhos escultóricos. Posteriormente apresentado para a turma na Sala de Poéticas.
Mapa mental
O processo criativo que tinha como objetivo final a elaboração da carta de baralho para a Dibolso, foi detalhado em um mapa mental. Registrei em meu mapa todo meu caminho de busca e finalmente, meu encontro com a solução para o problema proposto. Quis o tempo todo utilizar esse canal para registrar algo relevante para nossa comunidade EBA. O fato de estar estagiando no laboratório de Restauro da Escola, vivenciando suas dificuldades, sua importância; e além disso, sendo uma apaixonada pela memória, conservação e restauração dos bens de um modo geral, senti ter descoberto um excelente assunto a ser abordado. Na ocasião da abertura das comemorações de aniversário dos 140 anos, testemunhei o desconhecimento dos alunos em relação ao nosso acervo. Daí então os caminhos foram se comunicando, e ao fazer meu mapa, tudo foi se encaixando. A minha poética, que expressa as minhas memórias pessoais; base para meus trabalhos, acabou se entrelaçando com as esquecidas ou desconhecidas memórias da nossa Escola de Belas Artes. Tive então a ideia de externar minha indignação na figura do “Esfolado”. Acreditei ser o personagem ideal para o envio da minha mensagem. Uma ironia, um boneco tão popular entre nós e ao mesmo tempo, extremamente desconhecido. Agora, não mais. Dando voz ao “Esfolado”, pude apresentá-lo  em uma breve nota, e abordar o “Núcleo de Restauro” da Escola (sala 17), desconhecido pela quase maioria dos alunos. Além do acervo enorme que temos; incluindo peças restauradas, em restauro e a restaurar, algo também praticamente desconhecido, as dificuldades básicas pelas quais, um setor tão importante, tem atravessado e sobrevivido!
Finalizações
Encontros para confeccionar as cartas de baralho, discussões sobre a marca e a embalagem da Dibolso (materiais possíveis).
Fotos








Considerações Finais


Iniciei as minhas reflexões sobre arte política, recortando palavras e frases com as quais me identifiquei de alguma maneira e fui colando em meu caderno. Deixei as coisas acontecerem de forma tranquila e aos poucos fui me encontrando. Nesse exercício me cobrei algum posicionamento dentro da universidade enquanto artista, sair da minha zona de conforto. Afinal durante todo o meu processo criativo aqui na Eba; foquei em mim. Minha vida, minhas memórias, vivências. Confesso ter tido um pouco de dificuldade em me desligar da minha poética, pelo simples fato da mesma me completar bastante, artisticamente falando. Para a minha felicidade, acabei tomando partido do tema que desenvolvo e à partir desse “gancho”, encontrei o caminho que precisava para a publicação da Dibolso. De alguma forma, dei seguimento àquilo que me move desde sempre, e que tem sido meu fio condutor pelos caminhos da criação. A história, a memória, a conservação, o resgate, as vivências. A importância do tempo e dos nossos registros para as próximas gerações. Acredito ser esse o papel da arte.
Agradeço muito ao Professor Cristiano Piton por ter plantado mais essa semente, que certamente somou bastante na construção da artista que desejo ser. 


Celma Antunes de Almeida.

Vanessa Girardi - Relatório e Portfólio

O relatório pode ser visualizado aqui e o portfólio aqui

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Alzira Moura - Relatório de atividades semestre 2017-2

Disponível em https://issuu.com/alziramoura/docs/relatorio_de_atividades-_final-dese

Relatório DiBolso XV - Cath Gomes

EBA 140 ANOS: E AGORA?
Iniciamos o semestre realizando experimentações com materiais diversos, sendo o papel carbono o primeiro utilizado. O carbono, disponibilizado à turma em cores variadas (como preto, azul, amarelo), foi trabalhado coletivamente em sala de aula para a criação de texturas aleatórias em papel sulfite A3 branco. As texturas foram geradas por meio de técnicas como decalque ou pressão, utilizando para isso fotos, recortes de frases ou palavras, retalhos, panos, pedras. Ao fim desta atividade, as folhas A3 foram cortadas no tamanho A5 e distribuídas para cada componente da turma, no intuito de serem aproveitadas para a confecção individual dos Livros de Arteiro.

Após esse contato inicial, passamos a trabalhar, em seguida, com carimbos. Em um primeiro momento, fizemos testes em sala de aula com carimbos de palavras pré-desenvolvidos pelo professor, sorteando-as e carimbando-as aleatoriamente ou no intuito de gerar frases ou mensagens que se relacionassem com a faculdade de Artes e com a atual crise política no Brasil, em papel couchê A5 (folhetos reutilizados) e também em nossos Livros de Arteiro, para registro pessoal. Logo após esse teste, partimos para a fabricação de nossos próprios carimbos, começando pela construção de uma caixa personalizada, a ser utilizada com o objetivo de armazenar esses carimbos. Essa caixa foi desenvolvida com reaproveitamento de papelão e papietagem (alguns estudantes fizeram uma posterior personalização, com pintura, colagem de tecido, adesivagem). Para a confecção dos carimbos, utilizamos materiais como EVA, isopor, madeira, linóleo, rolha, e criamos palavras e símbolos que tivessem relação com a temática a ser desenvolvida ao longo do curso nesse semestre, “EBA 140 anos: E agora?”, uma reflexão crítica sobre a atual situação da Universidade em um contexto de crise. Esses carimbos foram compartilhados e trabalhados coletivamente, sendo material essencial utilizado para a produção da exposição Dispersamente.

Para a Dispersamente, pensamos inicialmente em trabalhar apenas com carimbos, utilizando como suporte o papel couchê do fundo de folhetos reaproveitados, mas à medida que íamos experimentando e desenvolvendo, tanto em casa como em sala de aula, surgiu a ideia de confeccionarmos também aviões de papel (ideia proposta por um colega). Esses aviões se tornariam o elemento principal da exposição, que ocorreria nos muros externos da Escola de Belas Artes (EBA) e que recebeu o nome Dispersamente após um longo processo de brainstorm coletivo em sala.

Após o trabalho com a Dispersamente, partimos para a concepção da publicação crítica coletiva DiBolso, em sua décima quinta edição. Iniciamos realizando um mapeamento de nossos trabalhos, habilidades e expectativas, através de um portfólio e um mapa de referências. Esses dois recursos permitiram que exaltássemos aquilo que mais fazia parte de nosso universo artístico, permitindo associarmos, da melhor maneira possível, ao projeto a ser executado nesta edição da DiBolso. Com o tema principal “EBA 140 anos: E agora?” e o sub-tema “Castelo de Cartas Marcadas”, a edição desse semestre da DiBolso busca concatenar o que cada estudante no curso pensa sobre o atual estado de crise no Brasil e o papel da Universidade e do corpo discente perante esta situação.

A DiBolso propôs aos estudantes um trabalho utilizando como material de suporte cartas de baralho. Era necessário criar um projeto que, além de contemplar o tema estipulado, pudesse ser executado de maneira a gerar duzentas unidades integrantes para a DiBolso. Especificamente, a minha carta tratava do corte no investimento na Universidade, principalmente, nas Artes, e eu utilizei como recursos a ilustração digital (infogravura) e a impressão em papel adesivo.

Paralelo a isso tudo, desenvolvemos este relatório de conclusão e o Livro de Arteiro, que funcionou como registro dos processos que desenvolvemos ao longo deste semestre, de testes e para anotação de quaisquer ideias ou estudos que desenvolvemos ao longo do curso. Com certeza, todas essas experiências trouxeram grande evolução em meus processos como artista e trouxe para mim a importância de se experimentar, de se conhecer o próprio percurso e o próprio trabalho para a execução de um projeto. Com os carimbos, eu pude me desafiar, confeccionando de maneira simples objetos que me permitiram reproduzir facilmente desenhos e ideias. A DiBolso foi igualmente uma experiência enriquecedora, mostrando a importância do trabalho em equipe, coletividade, do respeito ao próximo.

Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1HIvmkqtGGr1WUMCXiRLCJ85xT2yZQOUQ/view

Relatório DiBolso XV - João Müller

Começamos as atividades experimentando o uso do carbono, material pouco explorado em meio à faculdade onde usamos tanto os materiais convencionais do desenho, pintura e escultura. Explorar o carvão me remeteu à infância quando adorava a “magia” de ver o papel carbono em ação. É muito prático e interessante de se usar tivemos a oportunidade de usa-lo para extrair texturas de tecidos de renda e afins. Obtivemos resultados muito legais a partir desta atividade.

Usando os papéis nos quais fizemos uso do carbono, fizemos recortes e os preparamos para serem o miolo do “caderno de artista”, peça essa feita com a capa de fundo de um bloco de folhas, um pedaço de cordão elástico e um pouco de fita adesiva. Um objeto muito conveniente já que facilmente podemos mudar as folhas e assim renovar o interior do caderno. As texturas nas folhas agregaram em algumas artes feitas no interior, rabiscos, esboços, anotações.
Passamos então para a etapa seguinte que foi a confecção de nossos carimbos feitos com materiais variados. No meu caso confeccionei com folha EVA e isopor onde apliquei nas formas dos carimbos símbolos mágicos de um livro de fantasia e de HQs. Cada um de nós montou uma caixa personalizada para conter os carimbos. Tivemos uma manhã para todos experimentarem os carimbos uns dos outros.

Passamos então para a construção dos aviões de papel para a futura ação da “DispersaMente”, tivemos alguns aviões carimbados mas acabamos usando aviões limpos. Fizemos alguns desenhos de faces humanas para que os aviões interagissem com as mesmas e ainda desenvolvemos uma ilustração com destaque pelo tamanho, mais algumas frases em panfletos, panfletos esses que foram usados como suporte tanto dos aviões quanto para os “retratos”. Houve uma aceitação muito grande do publico que transitou durante a ação e para mim, o momento mais curioso foi quando percebi que alguns dos desenhos haviam sumido e notei-os na mão de uma mulher, consultei o professor e depois fui falar com ela e aí se tornou algo gratificante, pois, a senhora me pediu para fazer mais alguns desenhos para que ela e seu protegido, um garotinho, que não estava presente, pudessem colorir. Ela me contou que gostava de desenhar e pintar junto com ele e achou os desenhos lindos. Comecei a fazer e fui entregando a ela, depois encerramos a ação.

Seguindo o fluxo, passamos para a elaboração do portfólio, o meu era o mesmo do semestre passado, não havia mudado muita coisa, falta atualizar. Fiquei muito contente ao ver o portfolio dos meus colegas, alguns muito bons e com trabalhos incríveis.

Passamos então para os mapas mentais onde pesquisamos o que nos motiva, o que nos inspira, nosso método de trabalho e afins. No meu caso foi interessante demais ver como a organização do meu mapa, teve coisas tão próximas/relacionadas, separadas pela logo central, espalhadas quando deveriam estar mais próximas.  Tivemos uma boa reflexão a respeito disso.

Demos então inicio ao projeto final, a DiBolso, começamos elaborando as caras, cada um imaginando como seriam as suas, projetando suas relações, seus trabalhos pessoais e poéticas. No meu caso, demorei muito para conseguir pensar em algo e ainda definir os materiais com que iria trabalhar. Isso foi bom porque mesmo demorando, veio na hora certa e do jeito certo como costuma vir em minha situação de inspiração artística. Juntar meu combustível artístico e de bom convívio comigo mesmo foi a opção mais forte que veio até mim. Ao testar as tintas que cairiam melhor nas cartas, acabei vendo que de dois erros, fiz um acerto aos unir. Valeu muito a pena à opinião ter a opinião da minha amiga, Vanessa, que ao ver e apreciar verdadeiramente o resultado de erros com acerto, pude enfim aceitar o que já estava em meu coração e definir aquele “erro’ como o objetivo final. Com isso, todos com suas cartas prontas, decidimos o material que deveríamos usar para guardar as cartas da DiBolso. Após reflexão percebemos que com o prazo mais apertado e com a sugestão de um material interessante, optamos por fazer pequenas bolsas...? Sacolas...? Pacotes com tecido resistente e bom para aplicar tinta. 

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Dibolso XV

2017 - 2018 - Brasil - Bahia - Salvador - UFBA – Escola de Belas Artes Em tempos de 140 anos da EBA, momentos turbulentos nas políticas públicas. Entre fragmentos, lacunas e perdas, existem registros de uma memória à espera de ser revelada, buscando e produzindo o combustível inspiracional que nos faz agir. Como um banco sem assento, a escola existe, mas funciona? Receosos, tentamos driblar os obstáculos para realizarmos ideias. Queremos mudanças em nossa universidade, moldar a política ao nosso favor. As sementes que hoje escolhemos semear serão os frutos colhidos pelas próximas gerações, desejamos transformar o presente sonhando com o futuro. Mesmo lidando com as frustrações, sem temer, confrontamos a realidade. À arte não cabem impedimentos, por ser um livre meio de expressão. Aqui apresentamos nosso castelo de cartas marcadas, preparado para a desconstrução nas mentes dispersas, pronto para dizer não aos cortes na Universidade e para abrir os olhos de quem finge não ver nossa constante crise. Somos artistas e antes de tudo, cidadãos. www.dibolsoufba.blogspot.com